quarta-feira, 22 de maio de 2013

LITERATURA NACIONAL NO VILA ANIME

O Vila Anime é um evento de anime itinerante. E neste domingo, dia 26 de maio, acontece mais uma edição dele. Desta vez em Bangu, no Cassino Bangu.

Nesta edição, além de todas as atrações convencionais de uma feira de anime, o evento abre espaço para divulgar o trabalho literário de um artista que teve sua estréia neste mercado, como autor independente, no ano de 2011, durante a Bienal do Livro.

Sim, estamos falando de Anderson Assis, autor de Pré-Mortais. Seu livro, na ocasião da feira, vendeu 500 exemplares, atingindo um público bastante diversificado, indo de crianças de 12 anos à adultos. E talvez não seja pra menos, já que Pré-Mortais é uma aventura com tudo que o público já gosta e ainda por cima ambientada em solo brasileiro. Isso mesmo. Pré-Mortais tem como cenário principal a Cidade Maravilhosa, o Rio de Janeiro. E apresenta em boa parte da narrativa, locais que normalmente não aparecem na mídia (como é o caso de Santa Cruz e Campo Grande). Mas o grande forte do livro, é a introdução de heróis poderosos num cenário real e a exploração de cenas de ação, como é o caso de uma que ocorre numa rua atrás do WestShopping, em Campo Grande e outra que ocorre no meio da Cinelândia, no Centro do RJ. Até mesmo personagens poderosos de conhecimento do grande publico, como Bahamut e Tiamati dão as caras na trama.

Durante o evento, Anderson Assis, irá falar sobre seu trabalho, sua obra e sua experiência com a Bienal do Livro. Ele aproveitará também para falar do lançamento deste ano "Pré-Mortais: O artefato". O livro, segundo informações ainda não oficiais, será lançado em agosto/2013.

Então não esqueça, é neste domingo, dia 26 de maio no Vila Anime, bate-papo com Anderson Assis, autor de Pré-Mortais. Quem ainda não possuir o livro "O despertar", poderá adquiri-lo durante o evento.

PAPO COM O TAVERNEIRO

olá amigos do Assis Express!!!

No último domingo, dia 19 de maio, aconteceu o evento Anime Premier. Uma feira cultural com várias atividades para o público jovem. O evento contou com exibição de animes, arena medieval (organizada pela equipe Caravana da Honra), workshop de computação gráfica com a Escola de Computação Gráfica MASSDesign, sala de vídeo game com Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 3, Ultimate Marvel vs Capcom e Just Dance, gincana e palestra com o autor de Dêmonios da Noite, M.K. Takenaka. E ainda a presença de 3 lojas de produtos de animes: Shimai Yuuki, Anime Craft (Nerd Shop) e SM Animes.
O evento teve um publico razoável, porém bastante animado.

Além disso, o Taverneiro da Taverna do Bêbado estava presente no evento. E como ele deu de cara com o autor de Pré-Mortais por lá, aproveitou para entrevistá-lo, uma vez que ele já havia lido a obra do autor. E para conferir a entrevista basta acessar o link a seguir >>> www.obardobebado.com

Bom, por hora é isso galera!!!

As fotos do evento você pode visualizar (para quem tem facebook) em www.facebook.com/AnimePremier

quinta-feira, 25 de abril de 2013

DEMÔNIOS DA NOITE

RESENHA
Demônios da Noite



Livro: Demônios da Noite
Autor: M.K. Takenaka

Dias atuais.
A policia é corrupta, o tráfico controla os morros e a disputa por armas é global.
Esse é o cenário perfeito para forças sombrias e inescrupulosas atuarem. O problema é que os humanos não fazem ideia do que existe nas sombras do mundo. Só que um desses segredos está bem perto de ser revelado.

Ele teve sua vida poupada e escapou do fio da espada por se valer de sua astucia. E até quando a morte resolveu abraça-lo, foi com o intuito de prolongar sua vida. Hashid, o demônio persa, foi transformado em vampiro ainda quando fugia de seu algoz. Atravessou séculos de história viajando o mundo. E como se já não bastasse a sede por sangue, durante um dos períodos de sua jornada, acabou adquirindo um novo vicio. Uma nova dependência. Ele provou o sangue de homens que se drogavam e foi sobrepujado pelo seu sabor.
E como não podia se dar ao luxo de se expor e precisava se alimentar de um “gado” do qual o dono não daria falta, acabou indo parar no Rio de Janeiro. Uma das maiores concentrações de drogados do mundo; devido a seu grande número de favelas. Ali, sua refeição seria farta. Com facilidade ele passou a saciar sua sede e ainda conseguia fazer dinheiro. O que ele não esperava, é que homens de valor iriam começar a apertar o cerco contra ele. Gerando assim o caos que humanos veriam como mais uma guerra ao trafico. Só que não era apenas isso. Havia mais em jogo.
E o que Hashid não imaginava, era que seu algoz ainda continuava em seu encalço.

Com uma narrativa envolvente, Takenaka faz você viajar por uma sequencia de ação e suspense regada a sangue. Enquanto os acontecimentos do presente se desdobram, pouco a pouco você é apresentado ao passado dos personagens, conhecendo sua história e suas motivações.
O autor, mesmo em um cenário de horror, nos mostra um pouco do nosso dia a dia, nos fazendo repensar sobre ações omitidas ou negligenciadas. Como é o caso dos direitos humanos, que está sempre pronto a defender a morte de um pária, mas quando se trata da morte de um homem do Estado, que está ali para defender a população, eles se quer se manifestam aos seus familiares.
Em Demônios da Noite, você se delicia com vampiros ao bom e velho estilo. Criaturas que se alimentam de sangue e que não suportam a luz do dia. Porém, em sua obra, Takenaka nos mostra como a vida pode ser irônica. Colocando nosso predador como uma peça que pode vir a não ser tão inescrupulosa como as interpretamos. Fazendo-nos pensar em como bem e mal podem ser interpretados de diferentes pontos de vista, variando a partir das situações em questão.
Cubram seus pescoços e cuidado ao sair na rua ao cair da noite. As ruas não são tão seguras como você pensa.

quinta-feira, 21 de março de 2013

RIO 2054

RESENHA
Rio 2054 - Os filhos da revolução



Livro: Rio 2054 – Os filhos da revolução
Autor: Jorge Lourenço

Rio de Janeiro.
Ano: 2054.
Cidade Maravilhosa: Não mais.
O que já era uma realidade dura e cruel para muitos, tornou-se ainda pior e atingiu ainda mais pessoas. No entanto, a minoria favorecida, continua a ostentar suas posições.

Rio 2054 é uma narrativa dinâmica que te leva por uma cidade antes tida como maravilhosa e agora, claramente divida entre um lado rico e atraente chamado de Rio Alfa e um lado pobre e decadente chamado de Rio beta, mais conhecido como Escombros. O primeiro é um local de luxo e tecnologia e atualmente a Zona Internacional das Américas; é possível encontrarmos até mesmo inteligências artificiais neste lado da cidade. Enquanto nos Escombros, as pessoas pouco sabem o que é tecnologia e ainda menos tem contato com o saber. Vivem dominadas pelo medo e pela miséria, a mercê de traficantes, gangues e mercenários. Controlados involuntariamente pelo lado rico. Que impede cruelmente a ligação entre os dois mundos, mantendo o lado pobre em seu “devido” lugar com a ajuda das forças especiais, que bloqueiam a única passagem para o Rio Alfa, chamado pelo povo dos Escombros de, Luzes.
Com um pano de fundo baseado em um Rio pós-guerra: a guerra civil derivada da disputa pelos royalties do petróleo, Miguel é o personagem central da história e faz o que pode para sobreviver ao mundo que lhe é oferecido. Porém, sua vida muda de perspectiva quando ele descobre possuir estranhos poderes; e tudo se complica ainda mais quando ele encontra uma jovem que nada sabe sobre o próprio passado e ele se vê entrando para um mundo que antes ele enojava para conseguir respostas para ajudar á nova “amiga”.
Para recuperar a memória dela e descobrir mais sobre seu dom recém-descoberto, ele aceita trabalhar junto com uma gangue sob o comando de um homem conhecido apenas como Comandante. Daí em diante, a adrenalina passa a tomar conta da narrativa, pincelada com pequenas cenas de romance. Atingindo um desfecho que eu só posso considerar como inteligente. Colocando cada peça do quebra-cabeça no lugar (não falo mais para não dar spoilers).
Rio 2054 é não só uma aventura como um romance e uma incrível critica social que fala de nossos problemas atuais utilizando-se de um futuro não muito distante.
Este é um presente imaginário de Jorge Lourenço para sociedade, onde ele faz um apelo através da literatura para que a sociedade acorde enquanto ainda há tempo.
Meus parabéns pelo excelente trabalho.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

MINHAS LEMBRANÇAS

RESENHA
Minhas lembranças




Livro: Minhas Lembranças
Autor: Juliana Ferreira

Uma história de amor.
Uma história de culpa.
Quando os pais de Ônix morrem em um acidente, ela se vê sozinha e busca abrigo na casa de uma tia com quem não falava há muito tempo. Ao mesmo tempo em que se culpa pela morte dos pais, ela tenta esquecer o dia fatídico. Mas para uma adolescente, isso não é fácil. E nesse percurso, um inesperado sentimento resolve surgir em seu coração.
O amor.
E com isso, uma esperança. No entanto, essa mesma esperança é esmigalhada por um segredo, que a corrói. Calebe, o alvo desse amor, esconde algo de Ônix. Ela, por sua vez, tenta levar o estranho relacionamento que surge entre eles, sem se preocupar com o segredo. Mas a curiosidade humana é maior. E pouco a pouco ela se vê fuçando tal história. Como se não bastasse tudo isso, estranhas vozes passam a perturbar seus sonhos e sua mente. E Ônix se vê envolta por uma misteriosa questão espiritual, que envolve não somente ela, mas Calebe também.
Entre idas e vindas neste romance, Juliana ferreira nos mostra o sofrimento e a felicidade. Tudo isso dentro de um pequeno redemoinho de acontecimentos.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

OURO, FOGO E MEGABYTES

Resenha
OURO, FOGO E MEGABYTES




Livro: Legados Folclóricos 1 - Ouro, Fogo e MegaBytes.
Autor: Felipe Castilho


Esse é o primeiro livro com o qual me deparo de Felipe Castilho. Então, de antemão, devo dizer que você está de parabéns por me surpreender com um tema como o nosso Folclore. Principalmente por que não sou apreciador desses mitos. Porém, a forma como você “recria” essa cultura e essas lendas, não só me prendeu como despertou meu interesse.

Por isso, eu digo, se você acha que sabia alguma coisa sobre nossas lendas: esqueça!

Nesta emocionante estréia da série Legados Folclóricos, o protagonista Anderson Coelho, um jovem nerd do interior de minas, é confundido com um hacker e convidado por um grupo intitulado Organização, a ajudá-los em uma missão. Ele é encontrado dentro de um jogo de RPG online onde seu personagem, um elfo drow de renome, é o segundo lugar no ranking de seu servidor. O garoto, sem saber no que está se metendo, ou melhor, sem saber no que está sendo envolvido, é levado por um representante da Organização para a cidade de São Paulo, deixando para os pais, uma leve mentira: para seus responsáveis, ele está indo à São Paulo para participar de uma Copa de matemática.
Lá, ele conhecerá outros membros influentes e também as crianças “protegidas” pela mesma. E é à partir daí, que ele começa a perceber no que foi envolvido.
O chefe do grupo, um senhor negro e de péssimo humor, nada mais é do que um Saci. E assim como ele, outros membros do grupo também são seres lendários.
O garoto descobrirá a importância da amizade e os danos que um passado de abandono pode trazer para vida de um ser humano.
A narrativa traz também uma mensagem de combate à poluição. Pois o grupo que recruta Andreson Coelho, também atua nas ruas de Sampa ensinando e fazendo apelos para que os cidadãos cuidem melhor de sua cidade. Além disso, através da Organização, o autor nos mostra o quanto somos dependentes do sistema capitalista e nos insita, através das regras impostas pela Organização, a nos desvencilharmos de tais grilhões; mesmo que apenas um pouco.
Com uma narrativa sucinta, apoiada por uma diagramação dinâmica, Felipe Castilho introduz os personagens folclóricos em nossos dias atuais. Dentro de uma trama de ressentimento, amizade e ganância.
Cenas de ação preenchem na medida certa o desenrolar da trama. Desde uma perseguição pelo centro de São Paulo até uma “grande batalha” que se desdobra para cumprir a missão do jovem protagonista.
E o final; bom, sinto lhes informar, mas as aventuras de Anderson não terminam ali. Felipe te pega de jeito com uma surpreendente revelação nas linhas finais da história. Simplesmente inesperado e surpreendente.
Não tem como não ficar na espera dos próximos acontecimentos.

A BATALHA DAS FERAS

Resenha
NECRÓPOLIS 2 - A BATALHA DAS FERAS



Livro: Necrópolis 2 – A batalha das feras
Autor: Douglas McT


Em Necrópolis 2 – a batalha das Feras, nosso protagonista, ao contrário da aventura anterior em que ele vai voluntariamente à Necrópolis, precisa voltar para “fugir” dos asseclas de Astharot, um poderoso ser que tanto quer sua morte.
Em meio a essa nova jornada, Vipero continua sua busca por seu irmão. No caminho, novos contatos serão feitos e velhos contatos serão reencontrados. A dor e o sofrimento serão apresentados a ele de uma maneira que ele ainda não havia experimentado. Medo e coragem se confundem diante de seus olhos; e em meio ao calor dos acontecimentos, ele precisara amadurecer.
Morte e vida são exultadas de uma forma incrível na narrativa do capitulo que dá titulo a essa espetacular continuação de Necrópolis. Feras batalham por seus domínios e suas crias. Uma luta não apenas por poder e território, mas pela sobrevivência e pela honra.
Douglas nos leva por uma narrativa limpa e sucinta. A cada ponto ele deixa claro o que quer mostrar em sua história. Com capítulos na medita certa e diálogos de fácil compreensão, ao mesmo passo que possuem sua “complexidade” dentro de seu contexto.
Batalha das feras tem ainda um desfecho instigante, deixando o leitor curioso para o que virá a seguir.